O mundo corporativo anseia por gestores que façam diferença na vida das
pessoas
Por Fernando Borges Vieira
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| Todos desejam uma oportunidade |
No mundo corporativo não são raras as vezes nas quais um profissional é
alçado à condição de líder. Problema algum haveria se este profissional
almejasse esta liderança, o que pressupõe tenha se capacitado e orientado seus
esforços neste sentido. Problema haverá sim se o mesmo passou a líder sem que
estivesse atento a esta possibilidade, o que faz pressupor, por sua vez, que
ele não tenha se preparado.Um dos primeiros dentre tantos questionamentos que
orbitarão a mente do novo líder será sobre qual estilo de liderança adotar.
Neste sentido,
enumero as seis principais espécies de líder:
1- o educador
(coach), que realiza junto com o liderado de sorte a ensiná-lo;
2- o
democrático, aquele ouve e aprende com quem sabe realizar;
3- o liberal,
que deixa realizar quem já sabe realizar;
4- o
autocrático, que apenas determina o que e como tem de ser realizado;
5- o popular,
que é carismático e mantém bom relacionamento com todos;
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| Líder comanda a equipe |
6- o ausente, ou
seja, aquele que não acompanha de perto seus liderados.
Exceção feita ao líder ausente (será que é líder?), todas as demais
espécies e características hão de compor o perfil de liderança, pois caberá ao
líder buscar o equilíbrio e adaptar suas ações ao liderado, ao grupo e ao
momento.Contudo, merece atenção ao líder coach, aquele que desenvolve as
competências de seus liderados e permite que cada qual contribua de modo mais
eficaz à consecução de um objetivo comum.Este líder, antes de tudo, deverá se
perceber como líder e não como chefe -- este possui objetivos sem visão ampla,
apenas informa e treina seus subordinados, é centrado no produto e no
resultado, obedece às diretrizes de um projeto e as executa, é tão somente leal
ao valor predominante, é eficaz e estável.
O líder, por sua vez, possui objetivos e uma visão do todo. Ele se
comunica, é centrado no cliente e no resultado, desenvolve e orienta seus
subordinados, critica as diretrizes e sugere alternativas e, mais do que leal,
é comprometido com o valor dominante; é inovador e empreendedor.O
líder-treinador (coach) age sobre o liderado para que suas capacidades se
desenvolvam e se exteriorizem e, para tanto, vale-se de treinamento (coaching)
que, em brevíssima síntese, nada mais é do que um processo integrado por
atuações voltadas ao auto-desenvolvimento, por meio do qual o líder desenvolve
as competências de seu liderado e o orienta de forma a mantê-lo sempre alinhado
e congruente com suas metas e seus objetivos.
O verdadeiro coach apresenta as seguintes características técnicas e
conhecimento de habilidades:
1- Utiliza a
disciplina como motivação e estímulo: os outros são o fim; os objetivos e metas
formam junto com o resultado o seu corolário; ele utiliza muito o recurso de
reuniões e procura e valoriza muito a sinergia; delega, orienta e reconhece;
2- Estimula o
feedback: tem o desempenho como resultado, transforma os erros em aprendizado e
promove o desenvolvimento;
3- Conserva a
habilidade de ouvir e considerar: ele respeita e reconhece as ações de seus
liderados (seu fim), canaliza os conflitos na direção do crescimento, usa a
crítica como ferramenta e incentiva o trabalho em equipe.De fato não há mais
espaço para àqueles chefes ortodoxos e burocráticos, pois o mundo corporativo
anseia por verdadeiros líderes que, além de fazerem a diferença na busca de
melhores resultados, são capacitados para o coaching.
Estes
profissionais são muito valorizados, sobretudo por conservarem a capacidade de
transformar as pessoas e o mundo à sua volta, extravasando a mesmice da qual
muitas empresas são reféns.Mais do que agente desta mudança, ao coach compete
disseminá-la, preparando seus liderados para que desenvolvam suas competências
e garantam a continuidade - e também disseminação - da criticidade e de uma
cultura corporativa diferenciada e produtiva.


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