Por Revista Época
As últimas medições do Instituto do Homem e
Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) sobredesmatamento trouxeram más
notícias. No mês de fevereiro, 42 quilômetros quadrados de floresta foram
derrubados, representando um aumento de 282% em comparação com o mesmo mês do
ano anterior. O cálculo entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015 mostrou 1.702
quilômetros quadrados de floresta a menos na Amazônia, contra 540 quilômetros
quadrados na medição do mesmo período entre 2013 e 2014.
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| Philip Fearnside |
Diante de constantes quedas nos índices de desmatamento, os números geraram preocupações entre especialistas que começaram a levantar hipóteses para explica-los. Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), acredita que a principal causa das derrubadas é a alta do dólar, que valoriza o preço da soja e do boi brasileiro no mercado internacional. Os fazendeiros seriam impulsionados a aumentar suas áreas de plantações e pastos. E novos produtores seriam atraídos para a região, com a esperança do lucro maior.


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