segunda-feira, 4 de maio de 2015

Philip Fearnside: "Alta do dólar impulsiona o desmatamento na Amazônia"


Por Revista Época
 
Homem escolhe árvore de melhor valor para vender
As últimas medições do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) sobredesmatamento trouxeram más notícias. No mês de fevereiro, 42 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados, representando um aumento de 282% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O cálculo entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015 mostrou 1.702 quilômetros quadrados de floresta a menos na Amazônia, contra 540 quilômetros quadrados na medição do mesmo período entre 2013 e 2014.

Philip Fearnside


Diante de constantes quedas nos índices de desmatamento, os números geraram preocupações entre especialistas que começaram a levantar hipóteses para explica-los. Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), acredita que a principal causa das derrubadas é a
 alta do dólar, que valoriza o preço da soja e do boi brasileiro no mercado internacional. Os fazendeiros seriam impulsionados a aumentar suas áreas de plantações e pastos. E novos produtores seriam atraídos para a região, com a esperança do lucro maior.

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